Convidamos a Professora Ana Carolina para contar um pouco mais sobre a atuação feminina em uma área que ela ama, a pesquisa científica. 

Professora Ana Carolina Lopes Olsen.

Quando era estudante, a Ana Carolina foi bolsista CNPq durante dois anos. Após se formar em Direito, ela exerceu a função de advogada por algum tempo, mas logo percebeu que se sentia mais realizada na área da pesquisa e do ensino. Por isso, fez um mestrado e assim que concluiu (já há 15 anos), recebeu um convite para lecionar. Exercendo o que tanto gosta com mais superação e sensibilidade.

Em um primeiro momento, ser pesquisadora e professora não representou grandes dificuldades para a Ana, mas quando ela engravidou, os primeiros desafios começaram a aparecer. 

Para ela, cada mulher precisa encontrar o equilíbrio de todos esses desafios e fazer algumas escolhas: “Há aquelas que, por um período, postergam a profissão para dedicar-se à família. Há mães que conseguem lidar muito bem com essas duas realidades paralelamente. Outras, resolvem se dedicar integralmente à pesquisa e não ter filhos. É uma decisão que precisa ser valorizada também. Mesmo assim, elas ainda enfrentam outras situações ligadas ao gênero”. 

Ana diz ainda que, no passado, existiam na América Latina estigmas de que a mulher não era capaz de se concentrar, produzir ciência e que deveria focar na organização doméstica. Felizmente, essas são visões ultrapassadas de um mundo que está desaparecendo. 

A maternidade permite com que a mulher desenvolva habilidades fantásticas, como a resolução simultânea de problemas, a definição de prioridades, a capacidade de organizar, focar e ter um olhar curioso. 

Todo pesquisador precisa de uma dose de crítica de curiosidade, superação e sensibilidade, do contrário, não terá problemas ou perguntas para pesquisar. Contudo, é importante ponderar que não são habilidades exclusivas das mulheres. Um pai atuante que fica ao lado da esposa durante a formação dos filhos também vai desenvolver essas mesmas capacidades. 

Para além da dinâmica familiar, a mulher tem um olhar único que decorre da vivência. Com isso, precisa assumir funções, desafios e obrigações ao mesmo tempo. Os papéis estão sendo desenhados desde a infância. 

Quando uma menina vai mal em uma prova, ou responde de uma forma inadequada, muitas vezes, vai receber comentários sexistas do tipo “deve ser um daqueles dias”. A mulher tem um trabalho de superação ao longo da sua existência. Além disso, ela pode contribuir para a ciência com essa garra e superação das dificuldades que os homens não percebem, pois não vivenciaram tudo isso. 

As capacidades de ser sensível, multitarefas e de perceber as necessidades das pessoas permite que as mulheres também sejam ótimas gestoras, por exemplo.

Inspirações na vida acadêmica

Ao longo da sua trajetória, algumas mulheres muito importantes marcaram a vida da pesquisadora. A orientadora Katya Kozicki: “é uma pesquisadora de um calibre científico fantástico e me inspirou muito pelo olhar crítico e curioso”. 

Flávia Piovesan também foi orientadora por um período e atualmente está na CIDH. E disse: “é outra mulher inspiradora pela competência científica, pelo carinho com o qual trata todas as pessoas e pela capacidade de enfrentar problemas e encontrar respostas.” 

Melina Fachin, fez parte da história da Ana na função de orientadora no seu doutorado. “Ela é fantástica, tem filhas pequenas e uma produção científica invejável”.

Com essa história linda, mostrando muita superação e sensibilidade, a professora finaliza: “são mulheres como essas que fazem com que a gente se inspire e procure sempre ir além.” 

Conheça também a história do Tarcisio Pereira!

Ana Carolina Lopes Olsen é doutora e mestre em Direito, investigadora visitante no Instituto Max Planck de Direito Internacional Público e Direito Comparado, professora de Direito constitucional na Católica SC e integrante do grupo de pesquisa CCONS da Rede ICCAL Brasil.

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Em breve divulgarei a próxima história da série #ProtagonistaCatólicaSC 😉

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