O Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, celebrado em 23 de junho, reconhece a contribuição feminina para uma área que, historicamente, foi ocupada majoritariamente por homens.
A primeira mulher a se formar em Engenharia no mundo foi Elizabeth Bragg, nos Estados Unidos, em 1876. No Brasil, essa conquista veio em 1917, com Edwiges Hom’meil, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro.
Nas últimas décadas, a presença das mulheres na Engenharia cresceu e ajudou a transformar não apenas o perfil da profissão, mas também a forma como ela é ensinada, pesquisada e aplicada.
Hoje, segundo dados do CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), o Brasil tem mais de 240 mil engenheiras ativas, o que representa 20% do total de profissionais registrados. Entre os novos registros de 2025, esse número já sobe para 26%. Um avanço positivo, que mostra quanto espaço ainda existe para crescer.
A presença feminina na Engenharia também está presente dentro das salas de aula da Católica SC. Para ampliar essa reflexão conversamos com três professoras dos cursos de Engenharia sobre aprendizados da carreira, representatividade, os desafios e oportunidades de atuar na área.
O que a engenharia ensina além da técnica?
Quando se fala em Engenharia, é comum que a primeira associação seja com cálculos, projetos, obras e tecnologias. No entanto, para quem constrói uma carreira na área, os maiores aprendizados muitas vezes estão relacionados à tomada de decisões, à responsabilidade e ao impacto que cada escolha pode gerar na vida das pessoas.
Ao longo da trajetória profissional, engenheiros lidam diariamente com desafios complexos, cenários imprevisíveis e situações que exigem não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade, planejamento e capacidade de adaptação.
Com mais de 26 anos de experiência em gerenciamento e execução de edifícios verticais de alto padrão, a Prof.ª Maria Rosane acredita que a Engenharia também é uma profissão profundamente ligada às pessoas.
“A Engenharia é fundamentalmente humana. O aço, a madeira ou concreto que usamos só existem para proteger, conectar ou abrigar pessoas. O que importa de verdade é sempre o bem-estar das pessoas, a segurança dos trabalhadores e a garantir a humildade diante da natureza.”
O futuro da Engenharia também passa pela diversidade!
A presença feminina na Engenharia não impacta apenas o mercado de trabalho. Ela também influencia diretamente a formação de novas gerações de profissionais e a construção de ambientes acadêmicos mais diversos e inclusivos.
Em 2024, as mulheres representavam 31,28% das matrículas nos cursos de Engenharia no Brasil. Embora o número demonstre avanços em relação às décadas anteriores, ele também evidencia que ainda há espaço para ampliar a participação feminina na área.
Nesse contexto, a presença de professoras e pesquisadoras nas universidades desempenha um papel fundamental ao ampliar referências, incentivar a permanência das estudantes e mostrar as diversas possibilidades de atuação profissional.
Ao ocupar espaços de liderança acadêmica e científica, essas mulheres contribuem para tornar a Engenharia mais plural e conectada às demandas da sociedade. A professora Luana, Mestre e Doutora em Engenharia de Materiais, destaca como essa representatividade contribui para uma formação mais inclusiva e conectada às demandas da sociedade.
“As mulheres docentes se tornam referências para estudantes que muitas vezes não se viam representadas na área. Essa representatividade ajuda a romper barreiras históricas, incentiva a participação feminina nas áreas exatas e fortalece uma Engenharia mais inclusiva, inovadora e alinhada aos desafios contemporâneos da sociedade.”
Mensagem para as futuras Engenheiras
Escolher uma profissão é uma decisão que costuma vir acompanhada de dúvidas, expectativas e inseguranças. Para muitas meninas interessadas pela Engenharia, esses questionamentos ainda são atravessados por estereótipos históricos que associam a área predominantemente ao universo masculino.
Apesar das transformações que vêm acontecendo nos últimos anos, muitas jovens ainda se perguntam se serão capazes de ocupar esses espaços ou se realmente pertencem a eles.
A boa notícia é que cada vez mais mulheres têm mostrado, dentro das universidades, laboratórios, empresas e canteiros de obras, que a Engenharia é um espaço para todos os talentos, perspectivas e formas de pensar.
Para as meninas que estão no ensino médio, na dúvida sobre a escolha do curso, ou já dentro da universidade se perguntando se estão no lugar certo, a mensagem da Prof.ª Edicarsia é direta:
“Meninas, não esperem e não peçam permissão para ocupar um espaço que também é nosso. Simplesmente aconteça. Use o seu superpoder de lógica e resolva os problemas que aparecerem na sua frente. Não tenha medo, não se intimide por salas majoritariamente masculinas, crie a sua rede e faça a diferença na engenharia.”
Embora ainda existam barreiras a serem superadas, cada nova estudante, profissional, pesquisadora ou professora que ocupa esse espaço ajuda a ampliar caminhos para as próximas gerações. E é justamente essa construção coletiva que continua impulsionando a área para o futuro.
Escreva sua história junto com a Católica SC!
As profissionais que compartilharam suas experiências neste artigo têm trajetórias diferentes, mas algo em comum: a escolha por uma área capaz de transformar ideias em soluções e gerar impacto na vida das pessoas.
Esses relatos mostram que a Engenharia abre espaço para diferentes perspectivas, desafios e possibilidades de atuação, conectadas pelo desejo de construir soluções que fazem a diferença.
Na Católica SC, temos orgulho de acompanhar a formação de profissionais que levam conhecimento, inovação e propósito para os mais diversos contextos, contribuindo para transformar realidades por meio da Engenharia.
Saiba mais sobre os cursos de Engenharia da Católica SC!
