Parabéns aos nossos heróis | Unidade Joinville
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palavra do reitor

No próximo domingo, teremos um dia voltado para celebrar a existência de uma pessoa muito especial, que possibilita a nossa própria existência. É o dia dele, o seu primeiro herói, o seu pai. O meu herói se chama Douglas. Com ele, aprendi que o certo é sempre “o certo”. Desde pequeno, com palavras e ações, me estimulou a tratar todos de maneira igual, pois ninguém é melhor que ninguém.

Dia após dia, meu pai me estimulou a ajudar a todos, sempre que puder. Afinal, pequenos gestos podem mudar a vida das pessoas. Não custa nada e fará bem a nós mesmos. Foi dele, também, que vieram lições valiosas sobre as grandes conquistas, que exigem muitos esforços, e para não buscar o caminho mais fácil, pois não existe.

Meu pai sempre foi, e ainda é, uma a referência de bom pai e trabalhador dedicado. Ele influencia muito o pai que sou hoje. Infelizmente ele não está mais conosco há sete anos. Deixou muitas saudades, e também um imenso orgulho. Até hoje escuto muitas histórias bonitas dele, de pessoas que nem conheço.

Segui os passos dele e formei minha família também. Tenho a Martina, de oito anos, e a Marcela, de cinco anos. Procuro ser muito próximo e aberto com as minhas meninas. O respeito se constrói na cumplicidade. Para isso, é preciso prezar por um fluxo livre de comunicação, com espaço para perguntas, falar sobre sentimentos e realmente ouvir. É um processo a ser construído diariamente, motivado pelo nosso desejo consciente de aproximar-se dos filhos desde bebês.

Temos um papel único, que não pode ser delegado ou compensado por brinquedos ou viagens. É a partir desta linda relação que a criança inicia suas descobertas com o mundo e se sente segura para explorá-lo. Estarmos ausentes é um grande risco, pois outras pessoas podem ser colocadas pelos pequenos neste importante lugar, e talvez não sejam um bom modelo.

Tudo isso exige doação de tempo e de si mesmo, mas vale muito a pena. Ser pai é uma experiência muito gratificante. Sempre quis ser pai, pois imaginava que seria uma viagem bonita, poder dividir quem eu sou e contribuir com a formação completa de alguém. Mas hoje vejo que quem está sendo formado sou eu, por elas. A cada dia, aprendo junto.

Para quem já tem filho sabe que os filhos são muito do que somos. Os filhos são espelhos das almas dos pais. E pode ser biológico ou não. Veja Jesus, não foi literalmente pai, mas foi exemplo na formação dos seus discípulos e de tanta gente. Mais de dois mil anos se passaram e seus ensinamentos ainda nos trazem conforto, direção e esperança. Influenciam pessoas em todos os continentes e integram predominantemente a bíblia, o livro mais popular do mundo.

Nesses tempos de pandemia, em especial, o papel do pai em prover segurança aos seus filhos é fundamental. A segurança vem do ensinamento. Crianças e jovens podem ser muito impulsivos. Conversar sobre os riscos é importantíssimo. Precisamos usar a nossa autoridade para reforçar orientações seguras e gerar confiança e independência. Aqui entra também um ensinamento valioso: solidariedade. O risco para os mais jovens pode ser menor, mas há a possibilidade de serem transmissores para pessoas de alto risco, com a saúde mais debilitada.

Todos esses ensinamentos vêm de casa. O pai é um porto seguro no desenvolvimento emocional dos filhos. Proporciona identificação, autoestima, segurança e estímulos de qualidade. Pode (e deve) auxiliar a lidar bem com as diversas situações, como esta que estamos enfrentando. Em meio a dificuldades, ter um lar com um pai presente é um alento para os pequenos. Poder encontrar nos nossos braços o apoio incondicional, conforto e proteção de que tanto precisam.

Neste domingo, desejo o maior presente que podemos pedir: que passemos logo por esta pandemia para que possamos curtir com nossos filhos e abraçarmos sem medo os nossos heróis também. Deixo aqui, também, uma última e valiosa palavra que o meu pai sempre dizia em momentos de incentivo, e que vale para todos nós neste momento desafiador: avante!

Por Diogo Richartz Benke