Relações Interinstitucionais
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Maria
Cristina Setragni, aluna do Curso de Direito da UNERJ, atualmente
participando do Programa Marco Polo de Intercâmbio Acadêmico na
Universidade de La Rioja - Espanha, para o ano acadêmico europeu
2005-2006. Minha experiência como acadêmica intercambista pelo Programa Marco Polo de Intercâmbio Acadêmico entre a UNERJ e a Universidad de La Rioja - Espanha é, antes de mais nada, um ato de coragem. Sim, coragem para enfrentar todos desafios a serem superados, etapa por etapa.
Abdicar do conforto do nosso país para ter uma experiência que nos completa, tanto a nível académico, como a nível pessoal, é apenas uma das muitas metas. E hoje, com sete meses vivendo esta experiência, posso dizer que em relação aos aspectos positivos ou negativos, isso vai depender de cada pessoa.
Para mim, ter de me adaptar a um país estranho, um outro idioma, viver com pessoas que não conheço está sendo muito gratificante, uma troca de experiência pessoal porque moro com uma espanhola e uma japonesa. Nossa convivência está sendo enriquecedora.
Quanto à Universidade de La Rioja , só tenho que agradecer, agradecer a todos os professores e colaboradores, o atendimento aos intercambistas tem sido excelente, o ensino enfoca diferentes realidades dentro do Direito, tanto em âmbito de Comunidade Europeia como de outros. Tem sido um aspecto positivo, e também um motivo de orgulho! Por poder constatar a qualidade do ensino da minha Universidade, a Unerj, porque as bases que recebi ao longo do curso têm sido bastante sólidas para me situar nesta nova realidade.
Por isso, penso que esta oportunidade deve ser aproveitada por todos que possuem condições, porque apesar de considerar que nossas universidades estão bem estruturadas, é necessário conhecer, aprender e explorar outras culturas de forma a nos projetarmos perante um futuro melhor.
Assim
minha mensagem para todos os acadêmicos de Direito e outros cursos é
que aconselho a todos, pelo menos ponderar, participar do Programa Marco
Polo de Intercâmbio Acadêmico, porque estas oportunidades são únicas em
nossas vidas. Acredito que este é o momento!
Edena Regina Ruthes
Aluna intercambista UNERJ
Universidade do Minho - Portugal - 2004-2005
Braga,
que foi dada como dote por D. Afonso IV à sua filha D. Teresa por
ocasião de seu casamento com D. Henrique, conta com mais de dois mil
anos de história e é uma das cidades mais antigas do Cristianismo,
também tida como capital do Barroco.
Atualmente, Braga é um grande centro comercial e industrial, tendo sua população como uma das mais jovens de toda a Europa.
Nesta cidade com ar do interior e pessoas conservadoras, está localizada a Universidade do Minho (UM), que hoje conta com mais de dezesseis mil alunos e recebe estudantes de todo o mundo, sendo em sua maioria europeus. Estes estudantes são encaminhados às residências universitárias e quando chegam são recepcionados por um "padrinho/madrinha" (estudantes voluntários da própria Universidade), que auxiliam os intercambistas/Eramus a se familiarizar com todo o ambiente. Esta adaptação não é muito fácil devido às diversidades culturais, fuso horário, clima, saudade dos familiares, entre outros, mas dentro das residências os intercambistas acabam se tornando uma grande família, pois todos os que nela vivem encontram-se na mesma situação.
Uma vez que você está em Portugal, longe de sua família, amigos, etc., chega a pensar que este não é o mais maravilhoso dos mundos, mas pouco a pouco vê que é o único, e o que tem que fazer é desfrutar desta experiência que a UNERJ pode oferecer. Uma vez alojado, tem que assimilar que está fora de seu país, de sua casa... mas olhando em volta, você observa que há centenas de pessoas como você e assim sabe que não esta só, vê que há pessoas de distintos lugares e que estão realmente dispostos a te ajudar.
Sair do país te ajuda a ver as coisas de uma forma diferente, porque conhece muitas culturas, formas de vida, idiomas e sobre tudo muitas pessoas que, pouco a pouco, vão deixando algo em você, o que te enriquece cada vez mais como pessoa.
A vida longe de casa é muito diferente, porque não tem sua família perto, mas descobre o quanto ela é importante e como você se aproxima ainda mais dela, pois consegue sentir a força que ela e seus amigos podem te dar, por telefone, carta e também descobre como eles ficam orgulhosos por saber que você está aqui, vivendo uma experiência que eles não tiveram oportunidade de viver, e que será um grande bem para seu futuro; só por isto você sabe que vale a pena estar longe. Esta experiência ajuda você a se conhecer melhor e ver realmente suas possibilidades para enfrentar a vida. As emoções aqui duplicam em intensidade. Quando se encontra bem, está muito bem, mas quando seu ânimo muda, e você fica mal, é quando você descobre que pode mudar a situação para melhor.
Minha
opinião final é a seguinte: Venha a outro país, sempre e quando estiver
seguro de que quer aprender muitas coisas, não só da Universidade, mas
da vida. E tenha certeza que sua vida irá mudar, pois certamente você
irá conhecer não só novas pessoas, mas irá se conhecer muito melhor.
Viagem a Valencia -
Intercambistas da UNERJ na Universidad de La Rioja - Espanha: Caroline
(Administração) e Edileusa (Direito) - outubro de 2006".
Primeiras Impressões - Espanha - veja fotos
Nossas
primeiras impressões em relação à Espanha foram muito boas. Após nossa
chegada tranqüila, porém cansativa, ao aeroporto de Bilbao, tivemos
algumas pequenas dificuldades: nos locomover através da cidade, de
ônibus, carregando quatro malas de aproximadamente 20Kg cada. Devemos
admitir que malas tão grandes não são a melhor idéia para uma viagem
destas.
Pudemos perceber neste primeiro momento a grande diferença entre os motoristas de ônibus e táxi, do Brasil e da Espanha. Aparentemente aqui o problema é nosso se as malas são grandes, porque poucas pessoas mobilizam-se para ajudar a carregar. Finalmente surgiram algumas boas almas que nos deram uma mão e assim chegamos à estação de rodoviária de Bilbao.
Mas este foi apenas o inicio do fim da nossa jornada, pois ainda tivemos algumas horinhas de espera até que pegarmos o ônibus intermunicipal e chegarmos a nossa cidade: Logroño. Neste meio tempo, não pudemos deixar de notar algumas coisas muito interessantes, apesar de terem cidades muito limpas e arborizadas, os cidadãos espanhóis não parecem preocupar-se muito em preservar o ambiente. Aparentemente 90% da população é fumante e jogam muito lixo no chão, inclusive as pontas de cigarro. Não há muitos tipos de restrição quanto a cigarro ou bebida alcoólica, inclusive é muito comum ver pessoas tomando um copo de cerveja ou vinho, principalmente, no horário da "siesta".
Já na residência fomos muito bem recebidas pelos colaboradores que aqui trabalham, os quartos são bem espaçosos, ou pelo menos, maiores do que estávamos esperando e a residência aparenta ser bem recente, pois muitos dos ambientes ainda estão em processo de construção.
A maior dificuldade até o momento está sendo referente a Siesta, pois é um horário muito diferente do Brasil. Pelo que pudemos compreender, o dia aqui começa por volta das 8 ou até 9 da manha, pára às 14 horas (com exceção de mercados) e depois retorna às 17 horas, parando novamente entre as 19 e 22 horas. Existem 1.000.000.000 de cafeterias ao redor da cidade e o café é maravilhoso, apesar de só termos experimentado "solo" e "con leche". Pelo menos uma vez por dia esquecemos da tal da siesta e tentamos fazer alguma coisa durante este horário como comprar algo em lojas ou fazer matricula na academia, ou mesmo outras coisas mais simples, claro que nunca fomos bem sucedidas. Acredito que levará tempo para nos acostumarmos.
O almoço dos espanhóis costuma ser por volta das 14 horas, o que também é uma certa dificuldade, pois perto do meio dia estamos morrendo de vontade de detonar barras de chocolate. Ainda não conseguimos descobrir em que horário o pessoal costuma freqüentar bares e cafés, pois nos horários que fomos aos cafés, todos estavam em bares e quando saímos sábado a noite em busca de um barzinho, todos estavam tomando café, isto foi uma grande confusão no primeiro momento. Por outro lado, os hábitos alimentares daqui são ótimos, pois há muitos frutos do mar disponíveis com preços bem acessíveis, bem como saladas e frutas.
Um fato interessante aconteceu no último Domingo, pois saímos em busca de um mercado, venda ou supermercado para fazermos compras e não havia absolutamente nada aberto, exceto pelas mercearias dos "Chinos" , como eles chamam, que são árabes e muçulmanos. Notamos ainda uma enorme concentração de árabes na cidade, mas parece haver um bairro para eles, que inclusive fica perto de onde estamos.
Ainda com relação as pessoas, percebemos uma concentração gigante de idosos, mas não muitas crianças e parece que muitas famílias optam por ter cachorros ao invés de filhos, pois vemos mulheres carregando até três cachorros, mas nunca carregando crianças. Quanto aos jovens, pode-se dizer que tem costumes bem diferente dos brasileiros, são muito "modernos" quanto a forma de se vestir e arrumar os cabelos, as meninas usam maquiagem carregadíssima e roupas em um estilo bem "trash". Hoje mesmo ouvimos um comentário sobre a forma como os brasileiros que moram na cidade são conservadores, o que é um paradoxo, pois o que circula mundo a fora é o estilo "liberal" dos brasileiros. Este comentário deu-se pelo fato de a maioria de brasileiros e brasileiras estarem aqui estudando e o custo ser muito alto e sendo assim não acompanham o ritmo festeiro do pessoal local, ou pelo menos foi o comentário feito.
A universidade foi a maior surpresa até o momento, pelo seu tamanho (muito maior do que esperávamos) e também pela modernidade, tudo parece funcionar de forma dinâmica e muito ágil. O atendimento aos estrangeiros é ótimo e é disponibilizado todo tipo de informação necessária para os primeiros dias de adaptação. A primeira semana de aula está sendo experimental, de forma que podemos freqüentar todas as aulas para assim escolhermos aquelas que mais se adequam ao que estamos buscando.
A
cidade é linda, com muitas praças e parques, com ruas organizadas e
pode-se ver claramente que há um planejamento urbano excelente, que
cumpre metas e prazos. Ainda hoje notamos que o abastecimento energético
vem de fontes eólicas, inclusive há um parque junto à cidade. Podemos
ressaltar ainda a importância que as pessoas dão a faixa de pedestres,
todos os motoristas param na faixa para as pessoas atravessarem, sem
exceção.
03/10/2006.
(Fotos tiradas pelas intercambistas, clique aqui!)
Programa Marco Polo de Intercâmbio Acadêmico - Modalidade
Longa Duração, na Universidade de Valparaíso
O acadêmico Marcelo Buchmann, do Curso de Sistemas de Informação,
apresentou, dia 13/11/06, o seu trabalho sobre o sistema de informação do
Porto de Valparaíso e sua experiência de intercâmbio, resultado da sua
participação no Programa Marco Polo de Intercâmbio Acadêmico - Modalidade
Longa Duração, na Universidade de Valparaíso, onde esteve como aluno
intercambista entre março e dezembro de 2005.
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